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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Saúde irá ofertar quatro novos medicamentos para doenças pulmonares a partir de 2014

Remédios para hipertensão pulmonar e câncer de pulmão serão disponibilizados pelo SUS


O Ministério da Saúde irá oferecer quatro novos medicamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A partir de 2014, serão disponibilizados os medicamentos ambrisentana e bosentana para hipertensão arterial pulmonar. Já os remédios erlotinibe e gefitinibe serão para pacientes com câncer de pulmão. Cerca de 5.000 pessoas serão beneficiadas com essa medida. A autorização da incorporação foi publicada nesta sexta-feira (8), no DOU (Diário Oficial da União).

O custo do tratamento mensal com medicamentos para hipertensão arterial pulmonar será de R$ 530. O ministério negociou preços e conseguiu a redução de cerca de 50% em relação ao valor inicial proposto. No total, serão investidos R$ 12,5 milhões na compra de remédios ao ano.


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A compra dos medicamentos acontecerá em hospitais e serviços de saúde com tratamento para câncer, mediante financiamento via APAC (autorização de procedimento de alto custo). Não implicará em aumento de custos para o SUS.

Medicação

Os portadores de hipertensão arterial pulmonar têm muita dificuldade em respirar, pois as artérias pulmonares se tornam mais estreitas e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue até os pulmões. Tanto a ambrisentana como a bosentana fazem com essas artérias se dilatem, diminuindo a pressão sanguínea e aliviando os sintomas. Dois em cada três pacientes precisam do tratamento com esses remédios. No ano passado, foram registradas 1.181 internações e 633 mortes pela doença.

Já os outros dois medicamentos para o câncer de pulmão (erlotinibe e gefinibe), inibem o crescimento, multiplicação e a sobrevida das células com tumor. Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, “uma novidade importante deste tipo de medicamento é o fato de possibilitar que o tratamento ocorra dentro de casa, melhorando a qualidade de vida do paciente e da família”.


No ano passado, 18.154 pessoas foram internadas. O câncer de pulmão é o segundo mais comum e o de maior letalidade no Brasil. De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), 27 mil pessoas adquirem a doença por ano.

— Segundo estimativas, estes medicamentos devem atender a cerca de 20% dos pacientes que, atualmente, são portadores de câncer de pulmão. São medicamentos extremamente caros, e muitas pessoas, não poderiam ter acesso a eles se não fosse pelo SUS.